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Lula diz que Moraes não deve temer Trump em julgamento de Bolsonaro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em São Paulo, nesta terça-feira (2/9), que “não tem porque ficar temendo acusação americana” em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A fala foi uma resposta a jornalistas sobre como deveria ser a postura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia em que o tribunal começa a julgar Bolsonaro e sete aliados, que integrariam o núcleo crucial da trama golpista.

Sem mencionar Moraes nem Bolsonaro, Lula criticou as sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump contra o ministro do STF, que é o relator da ação penal sobre uma suposta tentativa de golpe liderada pelo ex-presidente, após perder as eleições de 2022. O magistrado foi aplicado na Lei Magnitsky, que o proíbe de entrar nos EUA e fazer transações com empresas americanas.

“Não tem porque ficar temendo acusação americana. O que está acontecendo com os Estados Unidos é que ele exacerbou qualquer coisa que a gente tinha conhecimento na história da humanidade de um governo se meter a julgar o comportamento da Justiça de outro país. É um negócio inacreditável”, disse Lula, nesta terça, após prestar homenagens a Mino Carta, no velório do jornalista.

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“O Trump não foi eleito para ser imperador do mundo. Ele foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Ele tem direito a criar as taxas. Ele tem direito. Agora, tem regra”, acrescentou o presidente brasileiro, que também avisou que o governo federal acionou órgãos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para tentar reverter a taxação de 50% sobre produtos exportados do Brasil.

Entenda o julgamento de Bolsonaro

  • O julgamento no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciou nesta terça-feira (2/9), com a expectativa de terminar na sexta-feira da próxima semana.
  • Além do ex-presidente, a primeira etapa do julgamento analisa os casos do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem; do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do ex-ministro da Justiça Anderson Torres; do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; do ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022, Walter Braga Netto; e do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Eles são acusados de integrar o “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado.
  • Pela manhã, o relator Alexandre de Moraes, do STF, leu seu relatório e o Procurador-Geral da República (PGR), leu a denúncia. À tarde, a defesa dos acusados se manifestou.  A expectativa é de que Moraes apresente seu voto no próximo dia 9.
  • Em meio ao andamento da ação penal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

Velório de Mino Carta

Lula saiu de Brasília no início da tarde desta terça e chegou ao velório de Mino Carta, no Cemitério São Paulo, na zona oeste da capital paulista. O presidente estava acompanhado do ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), do chefe da Secretaria de Comunicação do Planalto (Secom), Sidônio Palmeira, e dos deputados Rui Falcão e Carlos Zarattini. O presidente chegou no velório às 15h10 e saiu quase uma hora depois.

Lula voltou para Brasília do aerporto de Congonhas. Os deputados e os ministros que acompanharam o presidente também embarcaram no avião presidencial.

Fonte: www.metropoles.com