As histórias de fé se multiplicam ao longo da caminhada de romeiros pela Rodovia Presidente Dutra, em direção ao Santuário Nacional. Os pagadores de promessa carregam consigo cruzes, troféus e até mesmo os filhos como prova de milagres atribuídos à Padroeira do Brasil.
O Metrópoles encontrou, na última quinta-feira (9/10), duas pessoas que carregam homenagens à santa no próprio nome e que agradeciam, cada uma a sua forma, milagres na vida dos próprios filhos.
A vendedora ambulante Daiane Aparecida Andreosi trazia consigo a filha Isabele, de 6 anos, que teve descobertas complicações no coração e no pulmão, em 2023. Ano passado, dias antes de uma cirurgia pela qual passou a filha, fez a peregrinação e clamou pela cura da menina.
Desta vez, trouxe consigo a criança, em um carrinho de bebê. “Meu milagre está comigo. A minha promessa, neste ano, é entrar na Basílica, à meia-noite, assim que der 12 de outubro”, disse.
Também foi o filho, Heitor, que sobreviveu a uma gravidez de risco, que fez o empresário Reginaldo Aparecido Rodrigues carregar uma cruz de 32 kg desde Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, até São José dos Campos. Dali, seguiria em direção à Basílica. “Agora está tudo bem”, disse. “É gratidão por tudo o que a gente tem”, afirmou.
Samba e futebol
Além dos filhos, é possível ver todo tipo de agradecimento por parte dos romeiros à beira da Dutra. Durante a caminhada, um grupo trazia consigo um troféu sobre rodinhas, chamando a atenção de todos por quem passavam.
Os romeiros com o troféu eram representantes da X9, escola de samba que foi campeã do carnaval de Santos, depois de oito anos, com o enredo “Peregrinos da Fé. Oh Mãe Negra, Meu Samba é Minha Oração”. Levar a taça até Aparecida foi a forma de demonstrar gratidão pela vitória.
Futebol também não fica de fora na hora de prestar homenagens à Padroeira. São várias as pessoas que vestem, durante a caminhada, as camisas que remetem a clubes ou torcidas organizadas.
O cuidador de idosos Vanderson Silva, o Amaral, caminhava ao lado do técnico cinematográfico Paul de Oliveira. Ambos são integrantes da Gaviões da Fiel, com símbolo estampado em suas camisas.
“A gente juntou a fome com a vontade de comer. Tivemos a ideia de reunir os amigos com base na fé em nossa Mãe, com os Romeiros da Fiel. Já estamos nessa caminhada há três anos. Cada um no seu propósito, agradecendo, e levando o Corinthians para todo lugar no mundo”, disse Amaral.
Fonte: www.metropoles.com
































