Edifícios assombrados, almas penadas, aparições no metrô e uma árvore chorosa são algumas das lendas urbanas da cidade de São Paulo. Comemorado nesta sexta-feira (31/10), o Dia das Bruxas mostra que, apesar de ser conhecida como animada e cheia de sonhos, a capital paulista carrega histórias assustadoras por diversas gerações.
As 13 almas do Joelma
Localizado no centro da cidade, o Edifício Praça da Bandeira, antes conhecido como Edifício Joelma, é palco de um dos maiores incêndios do estado e de relatos misteriosos. Inaugurado em 1972, o prédio era alugado por um banco de investimentos e era frequentado por centenas de pessoas diariamente.
No entanto, logo dois anos depois da inauguração, um incêndio — iniciado por um curto-circuito no sistema de ar condicionado — tomou conta do edifício, provocando um desastre com 187 mortos e mais de 300 feridos. O acidente fez surgir a lenda de que o terreno em si seria amaldiçoado, dando origem a uma série de relatos sobre tragédias anteriores que teriam acontecido naquele endereço.
Após o incêndio, o edifício foi restaurado e passou a abrigar escritórios e salas comerciais. Atualmente, funcionários e frequentadores afirmam já terem visto aparições, portas e janelas que abrem e fecham sozinhas, além de ouvirem vozes e gritos assustadores do edifício.
Segundo a lenda, esses fenômenos são causados pelas 13 almas do Joelma, pessoas que, durante o incêndio, teriam tentado escapar por um elevador, mas ficaram presas e morreram carbonizadas.
O “choro” da árvore na Estrada das Lágrimas
Na altura do número 515 da Estrada das Lágrimas, no Ipiranga, uma figueira é conhecida por sua “energia misteriosa” e foi batizada “figueira-das-lágrimas”. O tronco da árvore recebeu o choro e a lamentação de muitas mães, pais e esposas que se distanciaram de soldados, que por ali passavam rumo à Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870.
A árvore também recebeu a visita de mercadores, soldados, viajantes e imperadores, como Dom Pedro I e Dom Pedro II. Frequentadores do local alegam que ela carrega uma aura estranha, além de produzir alguns sons de choro.
A figueira passou anos abandonada pelo poder público, até que moradores da região decidiram cuidar da árvore bicentenária e histórica da cidade.
Castelinho da Rua Apa
Localizado na esquina da Avenida São João com a Rua Apa, um imóvel com arquitetura medieval de castelinho pertenceu à rica família “dos Reis” até 1937, quando um crime, até hoje não solucionado, liquidou a família. Certa noite de maio daquele ano, foram encontrados os corpos da matriarca, Maria Cândida Guimarães dos Reis, e de seus dois filhos, Armando César dos Reis e Álvaro dos Reis.
A investigação inicial da polícia indicava que uma discussão entre os irmãos — especula-se que motivada por uma disputa pelo comando dos negócios da família, herdados do pai, Virgílio Guimarães dos Reis, falecido dois meses antes — teria sido estopim para que Armando matasse a tiros a mãe e o irmão e tirasse a própria vida em seguida.
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No entanto, laudos periciais revelados posteriormente desmentiram a versão. Duas das quatro balas encontradas no corpo de dona Maria Cândida não pertenciam à pistola de Armando, única arma encontrada na cena do crime. Além disso, Armando tinha dois ferimentos a bala no peito, algo extremamente raro em casos de suicídio.
Passados mais de 80 anos, o crime segue sem solução. Desde esse episódio, testemunhas afirmam ouvir brigas, portas batendo e pedidos de socorro vindos de dentro do Castelinho, principalmente durante a madrugada.
Chora menino
Localizado em Santana, na zona norte paulistana, um bairro chamado Chora Menino ganhou fama por lendas que misturam tragédia e terror. Uma versão conta que, após um surto de varíola, o choro das crianças falecidas deram origem ao nome — embora os registros históricos mostrem que as datas não batem.
Outra história ainda mais estranha fala de uma senhora que acolhia crianças abandonadas e, segundo a lenda, jogava bebês recém-nascidos no vale, à noite, onde animais devorariam os pequenos. Quem passava pela região, jurava ouvir o choro dos meninos durante a madrugada, ecoando pelo bairro e pelo cemitério local.
Homem de terno no metrô
Nos túneis subterrâneos das linhas de metrô de São Paulo, trabalhadores contam sobre operários mortos nas obras que ainda circulam pelos trilhos. Aparições dentro dos trens, vultos que embarcam e somem, e gritos em estações vazias são narradas com frequência.
A figura pálida de um homem de terno na Linha 1-Azul já foi vista diversas vezes perambulando pelas estações. A Estação Sé, no centro da capital paulista, é o epicentro das aparições, especialmente nas últimas viagens da noite.
Relatos afirmam que o homem entra e desaparece entre os vagões e estações. A figura inclusive teria o hábito de conversar com operários e assustar passageiros.
Fonte: www.metropoles.com


































