Adrien Brody e Tilda Swinton exploram temas de vida e morte em seus trabalhos de 2024. Em “The Brutalist”, dirigido por Brady Corbet, Brody interpreta László Tóth, um arquiteto húngaro imigrante nos Estados Unidos após o Holocausto, que busca criar uma obra monumental que represente sua visão de mundo e seu legado. Já em “The Room Next Door”, o primeiro longa em inglês de Pedro Almodóvar, Swinton vive Martha Hunt, uma ex-correspondente de guerra com uma doença terminal que reflete sobre o suicídio. Os dois também colaboraram em diversas produções de Wes Anderson.
Em uma conversa entre os dois, Swinton faz referência ao relacionamento de longa data entre os dois, lembrando de seu papel como mãe em “O Grande Hotel Budapeste”. Ela elogia o trabalho de Brody em “The Brutalist”, destacando a magnitude e a ambição do filme, que, apesar de arrecadar menos de US$ 10 milhões, conseguiu capturar a grandiosidade cinematográfica.
Brody, por sua vez, compartilha suas conexões pessoais com o sofrimento abordado em seu personagem, mencionando a experiência de sua mãe, uma imigrante húngara que enfrentou dificuldades semelhantes. Para ele, o filme fala sobre deixar um legado duradouro que ressoe com os traumas do passado.
Swinton, refletindo sobre sua personagem em “The Room Next Door”, fala sobre a morte e como a experiência de interpretar uma pessoa à beira da morte trouxe clareza sobre suas próprias reflexões. Ela expressa gratidão por poder vivenciar esse papel, lembrando-se de pessoas próximas que passaram por essa experiência.
A conversa entre os dois revela uma profunda conexão com os temas de mortalidade, sofrimento e a busca por significados mais profundos à medida que envelhecem e refletem sobre suas próprias vidas.