O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta sexta-feira (21/11), oito pessoas pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros no dia 15 de setembro, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo.
A denúncia foi formalizada através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e imputou aos oito suspeitos os crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e organização criminosa armada.
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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes
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O velório do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes
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O velório do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes
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Segundo a investigação da Polícia Civil, os denunciados pela promotoria planejaram a morte e executaram o ex-delegado, que atuou por mais de 40 anos na instituição.
De acordo com o Ministério Público, os alvos da denúncia começaram a planejar o crime em março de 2025, com roubo de veículos, aquisição de armas e definição de imóveis usados para apoio logístico. No dia da execução, eles emboscaram a vítima na saída da Prefeitura de Praia Grande e fizeram diversos disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veículos utilizados e se dispersaram.
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A promotoria entendeu que também houve duas tentativas de homicídios na ação, visto que duas pessoas que passavam pela rua foram baleadas. O Gaeco informou que acompanha as investigações da Polícia Civil, que seguem em relação aos suspeitos identificados, mas ainda não denunciados, assim como futuras identificações.
Veja quem são os indiciados pela morte de Ruy Ferraz
- Paulo Henrique Caetano Sales, conhecido como PH: é um dos atiradores e fez a chamada “contenção”, impedindo a aproximação de outras pessoas. Chegou na cena do crime em uma Hilux preta. Ele foi preso em 24 de outubro.
- Luis Antônio Rodrigues de Miranda, conhecido como Gão: ele dirigia a Hilux que deixou PH na cena do crime. Está foragido.
- Umberto Alberto Gomes: é o atirador que mais atingiu Ruy, com 20 disparos de fuzil. Após o crime, ele fugiu para o Paraná e morreu em um confronto com policiais civis, em 30 de setembro.
- Rafael Marcel Dias Simões, conhecido como Jaguar: apontado como um dos atiradores e identificado como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele se entregou à polícia em São Vicente, litoral paulista, em 20 de setembro.
- Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido como Fiel: ele seguiu o ex-delegado e então secretário da Administração da Praia Grande quando a vítima deixava o prédio da prefeitura. Fiel dirigia um Logan branco e foi quem deu o sinal para os atiradores entrarem em ação. Ele foi preso em 3 de novembro.
- Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano: envolvido com a fuga, ele deixou a chave dentro de um Renegade prata, o que impediu que o grupo usasse o carro para fugir. Ele foi preso em 6 de outubro.
- Flávio Henrique Ferreira de Souza: também envolvido com a fuga, foi identificado a partir de impressões digitais deixadas dentro do Renegade. Está foragido.
- William Silva Marques: proprietário de uma casa em Praia Grande, próxima ao local da emboscada, que foi usada como escritório pelos criminosos. Sabia da finalidade do uso do imóvel antes de alugá-lo. Ele foi preso em 21 de setembro.
- Cristiano Alves da Silva, conhecido como Cris Brown: dono de uma casa em Mongaguá, também usada como centro de logística pelo grupo. Sabia da finalidade do uso do imóvel antes de alugá-lo. Ele foi preso em 17 de outubro.
- Dahesly Oliveira Pires: namorada de um dos atiradores, foi presa em 18 de setembro por ter buscado um dos fuzis usados no crime em uma casa em Praia Grande, no dia seguinte à execução.
- José Nildo da Silva: foi gravado por câmeras de monitoramento chegando armado à casa em Itanhaém. Na ocasião, ele dava cobertura a Umberto Alberto Gomes, que estava escondido no endereço. Foi preso em 21 de outubro.
- Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão: ajudou Jaguar a fugir da Baixada Santista e chegar até a Grande São Paulo, logo após o crime. Foi preso em 19 de setembro.
- Danilo Pereira Pena, conhecido como Matemático: designou Fofão para realizar o transporte de Jaguar do litoral para a região metropolitana. Foi preso em 16 de outubro.
A investigação apontou que os envolvidos no crime se dividiram em dois grupos: o primeiro atuou diretamente no homicídio do ex-delegado e o segundo, no suporte à ação – seja com o transporte de armas ou com o apoio na fuga.
Um vídeo capturado por câmeras de segurança mostra o momento em que os envolvidos deram início à emboscada. Os criminosos estacionaram o carro em uma rua perto da Prefeitura de Praia Grande, onde a vítima trabalhava como titular da Secretaria de Administração, às 18h02. Outras imagens mostram o momento em que o delegado bate o carro em um ônibus e é alvo de fuzilamento.
Veja:
O relatório final, obtido pelo Metrópoles, indica ainda que um 13º envolvido, que estaria no banco de trás da Hilux e também seria um atirador, ainda não foi formalmente identificado. No entanto, a polícia afirma que já tem o nome de um suspeito.
O inquérito policial foi encaminhado no dia 13 de novembro ao Ministério Público. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a promotoria vão pedir à Justiça pela prisão preventiva dos acusados por tempo indeterminado.
Fonte: www.metropoles.com

































