O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), considerou um “equívoco” a comparação que o governador fluminense, Cláudio Castro (PL), fez, em entrevista ao Metrópoles, entre taxas de roubo de celulares de São Paulo e Rio de Janeiro no âmbito da operação policial contra o crime organizado realizada nesta semana no estado vizinho.
“A colocação do governador não se compara, não é um dado comparável. A gente aqui, a cidade de São Paulo, eu, o prefeito, o povo de São Paulo, têm muito carinho pelo Rio de Janeiro. A gente se solidariza com tudo o que aconteceu lá. Estamos à disposição para colaborar naquilo que for possível, tenho o maior carinho pelo governador Cláudio Castro, mas acho que ele fez uma comparação equivocada”, disse o prefeito ao ser questionado pelo Metrópoles sobre a fala de Castro.
A comparação do governador fluminense foi feita quando perguntado se é seguro ir ao Rio de Janeiro. O governador respondeu que sim, exemplificando com taxas de roubo de celulares que colocariam o Rio de Janeiro à frente de Londres e São Paulo no quesito segurança.
“Você vê que a CNBC falou, recentemente, de um dado de Londres de roubo de celular que é pior que o do Rio de Janeiro. Lá um celular é roubado a cada oito minutos. E esse dado, inclusive, quando você vai olhar no Anuário da Segurança Pública, o dado de São Paulo é quase três vezes o do Rio de Janeiro por 100 mil habitantes”, disse o governador fluminense.
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Roubo de celulares em SP e no RJ
De acordo com os últimos dados divulgados pelo Anuário de Segurança Pública, o Rio de Janeiro registrou 124,4 roubos para cada 100 mil habitantes no ano passado, número que é 38,2% maior que o do ano anterior, quando a taxa foi de 90 ocorrências para cada 100 mil habitantes.
Já o estado de São Paulo registrou, no ano passado, 257,1 roubos para cada 100 mil habitantes, número 21,5% menor que o registrado no ano anterior, quando a taxa foi de 327,5 casos para cada 100 mil habitantes. Os dados dos estados são puxados, sobretudo, pelas capitais, que concentram maior número de ocorrências.
“Sem dar um tiro”
O prefeito de São Paulo também aproveitou a oportunidade para sugerir o uso do sistema de monitoramento Smart Sampa ao Rio de Janeiro.
“Ontem eu vi uma entrevista do delegado Jorge Lordello, que é um grande especialista em segurança, e ele dizia o seguinte, que a experiência de São Paulo em implantar o Smart Sampa é uma experiência que deveria ser seguida por todas as cidades do Brasil, inclusive pelo Rio de Janeiro”, disse o prefeito de São Paulo.
Ele destacou que as 40 mil câmeras do sistema de monitoramento foram responsáveis pela prisão de cerca de 2,2 mil foragidos da Justiça, além de outros 3,5 mil presos em flagrante. “Ou seja, a gente tem quase seis mil pessoas que foram presas sem dar um tiro, com o uso da inteligência artificial, com o uso de tecnologia, com o planejamento”, afirmou.
Até esta quarta-feira (30/10), foram contabilizados 121 mortos, sendo quatro policiais, durante a operação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho realizada na terça-feira (28/10).
Fonte: www.metropoles.com

































