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Entenda papel de suspeita presa por execução de ex-delegado

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A mulher presa por suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na última segunda-feira (15/9), na Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi até a região do crime para buscar um dos fuzis usados pelos atiradores, de acordo com investigação da Polícia Civil.

Dahesly Oliveira, de 25 anos, foi presa na madrugada desta quinta (18). Segundo a polícia, ela foi mandada por um homem, no dia seguinte ao assassinato, para recolher o fuzil e entregá-lo em Diadema, na região metropolitana da capital paulista, cidade onde a suspeita mora.

Em coletiva, a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que ela é dependente química e já foi presa por tráfico de drogas. Dahesly disse que recebeu “uma missão”, mas não soube identificar o nome do mandante, conforme a delegada.

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O delegado-geral Artur Dian afirmou que há “um grande indício” de que o fuzil foi usado na execução. “O local em que ela foi buscar o fuzil é na Praia Grande, próximo ao [local] do atentado do doutor Ruy, traz esse fuzil para Diadema, onde os dois indivíduos com prisão decretada fazem parte”, afirmou na coletiva.

Dian fez menção aos dois suspeitos que tiverem prisão preventiva decretada: Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, e Felipe Avelino da Silva, 33, conhecido como “Mascherano”, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação no ABC.

Derrite confirma participação de PCC no crime

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta (18), o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que “não resta dúvida” sobre a participação do PCC na execução de Ruy Fontes.

“A dúvida é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta da recente atuação como secretário municipal de Praia Grande”, disse.

Na mesma oportunidade, a polícia divulgou a identidade dos suspeitos de participar do atentado. Segundo o secretário, eles tiveram as impressões digitais recolhidas na cena do crime e são procurados.

Suspeito de matar o ex-delegado geral da Polícia Civil, “Mascherano” atuava na “função de disciplina” na região do ABC paulista, segundo Derrite. O indivíduo possui histórico criminal por tráfico de drogas, roubo qualificado, corrupção de menores, localização e apreensão de veículo e já foi preso 2 vezes pela polícia. Ele ficou mais de 6 anos detido, de 2017 a 2023, quando passou para o regime aberto.


Assassinato de ex-delegado

  • O ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros por criminosos em um atentado, no bairro Mirim, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo, no início da noite da última segunda-feira (15/9). Outras duas pessoas que estavam próximas ao local do ataque ficaram feridas.
  • Uma câmera de segurança registrou a ação dos criminosos. Ruy Ferraz Fontes dirigia um carro em aparente fuga, quando bateu em um ônibus e capotou o veículo. Na sequência, os bandidos desembarcaram de outro carro que seguia atrás e dispararam vários tiros contra o veículo do ex-delegado.
  • Ruy Ferraz Fontes morreu no local. Ele foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000.

Vídeo mostra execução

Um vídeo, capturado por câmeras de segurança, mostra o momento em que os criminosos fazem a emboscada contra Ruy Fontes. O carro dirigido pelo ex-delegado colide com um ônibus e capota. Os assassinos descem de outro veículo, com balaclavas e colete a prova de balas, e executam a vítima a tiros. Veja:

Fonte: www.metropoles.com