Alvo do Primeiro Comando da Capital (PCC), o coordenador de presídios Roberto Medina (foto em destaque a esquerda) estava sem escolta na época – em que uma célula da facção realizava levantamentos detalhados de sua rotina e de seus familiares– entre junho e julho deste ano.
A informação foi confirmada pelo promotor Lincoln Gakiya (foto em destaque a direita), também na mira para ser executado, durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (24/10).
“O doutor Roberto Medina teve a vida salva graças à nossa investigação, porque ele já poderia ter sido executado”, disse .
Segundo o promotor, as imagens levantadas pela célula foram mandadas para “integrantes da Sintonia Restrita” que, posteriormente, iriam elaborar um plano de assassinato.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil realizam, nesta sexta, uma operação contra integrantes do PCC suspeitos de planejar o assassinato de Gakiya e de Medina.
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Roberto Medina, coordenador de presídios na zona oeste de SP
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promotor de Justiça Lincoln Gakiya
Alfredo Henrique/Metrópoles3 de 3
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
Divulgação/Polícia Civil
A Operação Recon identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como fez a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.
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Durante a coletiva, o promotor também afirmou que o planejanento da execução de Gakiya e Medina fazia parte do mesmo plano que levou à morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, vítima de atentado em setembro deste ano.
“As informações de inteligência que eu tenho é que são o mesmo plano: havia um plano para matar o Ruy Ferraz Fontes, havia um plano para matar o doutor Gakiya, que sou eu, e o Roberto Medina. Esse plano já tem há anos, ele estava parado e voltou a correr. Tanto que o levantamento de rotina do doutor Ruy começou de junho para julho, na mesma época também que o meu e o do Medina”, falou.
Gakiya já salvou a vida de Medina
Ainda em conversa com os jornalistas, Lincoln Gakiya lamentou o fato de Ruy Ferraz Fontes não ter tido segurança adequada quando foi executado. Ele também lembrou da vez que, em 2006, salvou a vida de Roberto Medina.
“O Medina está vivo hoje, mais uma vez, porque em 2006 eu já salvei a vida dele. Havia um plano para matá-lo em Araraquara. As escutas que eu mantinha em Presidente Prudente salvaram a vida do Medina em 2006”, disse.
O promotor ressaltou a importância de uma escolta para Medina, que já está no sistema há 30 anos. “Pedi para a escolta para diretor geral da polícia penal. Quando a gente teve a primeira foto do monitoramento que aparecia o Medina. E ele atendeu de prontidão”, complementou Gakiya — confirmando que o coordenador de presídios Roberto Medina já está sob segurança de escolta, atualmente.
Fonte: www.metropoles.com































