Um guarda civil municipal (GCM) atirou na cabeça de um jovem de 24 anos após confundir uma pochete com uma arma durante abordagem realizada na tarde dessa quinta-feira (4/12), em Várzea Paulista, interior de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, dois guardas municipais estavam em patrulhamento pelo bairro Jardim Paulista, quando avistaram uma motocicleta com dois indivíduos em atitude suspeita.
Um dos agentes teria ordenado a parada do veículo, mas teria sido ignorado. Ainda de acordo com o registro policial, o GCM contou que um dos indivíduos teria colocado a mão de “forma repentina” na cintura “como se quisesse retirar algo”.
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O GCM pensou ser uma arma e atirou contra o jovem, acertando o rosto do indivíduo. Ao se aproximar, o GCM percebeu que na verdade se tratava de uma pochete na cintura do baleado e não de uma arma.
O socorro foi acionado, a vítima foi encaminhada a uma UPA da região e, posteriormente, transferido a um hospital em Jundiaí em estado gravíssimo. Até o momento não há atualização do estado de saúde do baleado.
Investigação
- A polícia acionou a perícia ao local, sendo realizado trabalhos técnicos de fotografias e coleta de materiais, além de exames de coleta de resíduos.
- Um dos itens analisados foi o capacete da vítima, que apresentou duas marcas de tiro, “possivelmente de entrada e saída do projétil, que será comprovada através de laudo”, aponta o boletim de ocorrência.
- A motocicleta que estava na posse do jovem baleado era da irmã dele e foi devolvida à mulher.
- A arma do GCM foi apreendida.
- O delegado responsável pelo caso afirmou no registro policial que o GCM autor dos disparos teve “culpa imprópria”.
- Apesar disso, o agente não foi preso em flagrante, diante da pena abaixo de 2 anos. Um inquérito policial foi instaurado e a investigação realiza buscas por imagens de monitoramento e demais indícios.
- A Guarda Municipal, o Ministério Público e a Justiça foram comunicados sobre a investigação.
Em nota, a Prefeitura de Várzea Paulista informou que o GCM foi afastado de todas as atividades operacionais e um processo administrativo disciplinar foi aberto para investigar o caso.
Fonte: www.metropoles.com


































