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Gestão financeira na saúde melhora o atendimento e reduz desperdícios

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Gestão financeira na saúde melhora o atendimento e reduz desperdícios

Carlos Eduardo Rosalba Padilha, da Êxito Assessoria, Consultoria e Perícia Contábil Ltda., avalia que clínicas, laboratórios e consultórios vivem um desafio constante: manter qualidade no atendimento sem perder o controle dos custos. Nesse cenário, a contabilidade na saúde precisa ir além do pagamento de impostos e obrigações rotineiras. Ela passa a ser uma ferramenta de gestão, capaz de apoiar decisões, organizar prioridades e trazer previsibilidade para a operação. Quando o financeiro funciona com método, o atendimento ganha estabilidade e o desperdício diminui.

“O gestor da saúde não pode trabalhar apenas com a sensação de que está indo bem. Ele precisa de números claros para sustentar decisões e proteger a rotina do atendimento”, afirma Carlos Padilha.

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Gestão na saúde exige números bem organizados

A rotina de uma unidade de saúde costuma ser intensa. Mesmo assim, a organização financeira precisa caminhar junto da operação. Quando a empresa conhece seus números, ela consegue agir com mais rapidez. Assim, evita cortes mal planejados e reduz riscos que afetam diretamente a qualidade do serviço.

Carlos Eduardo Rosalba Padilha aponta que uma gestão bem estruturada começa com informações confiáveis. Isso envolve registro correto de receitas, controle de despesas e separação entre gastos pessoais e empresariais. Dessa forma, o negócio passa a ter uma visão real da própria sustentabilidade, com capacidade de planejar investimentos e evitar desperdícios recorrentes.

“Misturar finanças pessoais e empresariais é um erro que enfraquece o controle. Na saúde, isso é ainda mais perigoso, porque a operação não pode parar”, ressalta o especialista da Êxito Assessoria, Consultoria e Perícia Contábil Ltda.

Outro ponto relevante é o planejamento do caixa. Mesmo com agenda cheia, pode existir desequilíbrio financeiro. Portanto, acompanhar entradas e saídas com regularidade evita atrasos, reduz tensões internas e melhora o controle da operação.

Indicadores simples que fazem diferença na tomada de decisão

A contabilidade se torna mais útil quando vira leitura prática. Ou seja, quando se transforma em indicadores que orientam escolhas. Não é necessário produzir relatórios longos. O mais importante é acompanhar dados que realmente impactam o funcionamento do negócio.

Entre os indicadores mais relevantes estão: custo por atendimento, taxa de inadimplência, despesas operacionais e margem de contribuição por serviço. Além disso, avaliar o peso de cada despesa fixa ajuda a identificar desperdícios silenciosos, como compras mal planejadas, contratos pouco eficientes e consumo inadequado de materiais.

“Quando o gestor acompanha indicadores básicos, ele entende onde está perdendo dinheiro e consegue corrigir antes que isso vire um problema maior”, explica Carlos Padilha.

A saúde precisa de método. E método exige rotina contábil bem estruturada. Quando isso acontece, decisões ficam mais seguras e o gestor consegue priorizar o que gera resultado sem comprometer o atendimento.

Planejamento e conformidade para evitar riscos e proteger a operação

Além do controle de custos, o setor de saúde exige atenção com obrigações fiscais e trabalhistas. Pequenos erros podem virar multas e gerar desgaste. Por isso, planejamento tributário e conformidade são partes essenciais da gestão.

Quando a empresa mantém documentos organizados, contratos claros e pagamentos em dia, ela reduz riscos e melhora sua sustentabilidade. Isso também fortalece a credibilidade do negócio e facilita ajustes quando houver mudanças no mercado.