Um barbeiro, identificado como Saulo Luis Ribeiro Vieira Santos, foi condenado, nessa terça-feira (3/12), a 33 anos, 7 meses e 6 dias de prisão por matar a esposa na zona sul de São Paulo. Na madrugada de janeiro deste ano, o homem esfaqueou e arremessou a mulher da sacada da casa onde ela morava com três filhos.
A vítima foi morta na frente das crianças, que, na época, tinham 5, 6 e 8 anos. Windy Kauane Lira Estrela Ribeiro, de 25 anos, sofreu três facadas e foi jogada de uma altura de 7 metros. Ela morreu de traumatismo craniano após bater a cabeça em uma calçada.
3 imagensFechar modal.1 de 3
Imagens cedidas ao Metrópoles2 de 3
Imagens cedidas ao Metrópoles3 de 3
Imagens cedidas ao Metrópoles
Em depoimento à Justiça, a mãe de Windy afirmou que o relacionamento do casal durou cerca de nove anos e foi permeado por episódios de violência física, violência verbal e manipulação. A genitora contou que, quando Windy tentava terminar o relacionamento, o acusado mudava seu comportamento e levava a vítima a acreditar que a relação ainda poderia ser salva.
A mulher precisou entrar com uma medida protetiva contra Saulo para ele não se aproximar dela, contudo ele invadiu o imóvel. Na ocasião, o homem foi preso pela Polícia Militar (PM) e detido preventivamente.
Leia também
-
São Paulo
Homem é preso por matar esposa a facadas por ciúmes no interior de SP
-
São Paulo
Suspeito de agredir esposa e matar jovem que tentou defendê-la é preso
-
Mirelle Pinheiro
Ambição e sangue: ex-vereador vai a júri por matar esposa a marretadas
-
Mirelle Pinheiro
Suspeito de matar esposa com 100 facadas na frente dos filhos é preso
Nesta terça-feira (3/12), Saulo foi julgado no tribunal popular e a Justiça aplicou a sentença. A juíza Paula Marie Konno determinou que o crime foi praticado na presença de filhos da vítima e com recurso que dificultou a defesa dela, o que motivou a condenação a mais de 30 anos de prisão.
“Ainda, as consequências extrapolam aquelas consideradas típicas ao delito, visto que os três filhos do casal, todos menores de idade, tiveram ceifada a convivência com a genitora de modo abrupto e passaram a residir com a avó (Sra. Patrícia), a qual, por sua vez, trabalhava à época dos fatos, porém precisou interromper sua atividade laboral para poder cuidar dos netos”, complementou a magistrada.
A reportagem não conseguiu contato com os representantes do acusado, que foi defendido pela Defensoria Pública. Em caso de manifestação, o texto será acrescentado.
Procurados pelo Metrópoles, os advogados da família da vítima, identificados como Lucas Silva Santos e Ronyldo Cabral, receberam “com bons olhos a decisão”.
“A decisão do Tribunal do Júri condenando o réu Saulo a pena de 33 anos e 7 meses de reclusão em regime inicial fechado é, de certa forma, um bálsamo para a família que aguardava há quase um ano essa decisão. Sabemos que qualquer decisão não traz de volta a vida de Kauane, mas isso de algum modo ameniza a dor da mãe, dos filhos e dos demais familiares que aguardavam por justiça”, comemorou Lucas Silva.
Fonte: www.metropoles.com



































