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Homem morto pelo enteado no Natal deixa filha autista que viu o crime

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O homem morto pelo enteado logo após a meia-noite de Natal, na quinta-feira (25/12), porque deu um beijo na mãe do assassino, tem uma filha de 16 anos com autismo nível 2 que presenciou o ataque feito com canivete, em Jaguariúna, no interior de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, Leandro Flaeschen Moreira, de 41 anos, foi esfaqueado por Caio César dos Santos Bartolomeu, 18, porque o enteado não aceitava o relacionamento dele com a mãe. Caio também esfaqueou outras três pessoas na rua antes de ser preso em flagrante.

Conforme o registro policial, a filha de Leandro presenciou o ataque e “ficou sem reação no momento dos fatos”. O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou a jovem para um lar temporário até o contato com familiares. Leandro era auxiliar técnico de informática e cuidava sozinho da filha.

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Como consta no relatório policial, Caio não aceitava o relacionamento da mãe, a autônoma Sidnéia Gonçalves dos Santos, de 50 anos, com Leandro. Durante a ceia, ao desejar “Feliz Natal”, Leandro deu um selinho em Sidnéia, “momento em que o indiciado desferiu facadas na vítima Leandro, que foi a óbito”, aponta trecho do parecer da Polícia Civil.

Sidnéia tentou intervir e também foi ferida. À polícia a mulher declarou que o filho “retirou uma faca do bolso da calça ou de dentro da blusa, pois a arma estava escondida”, e passou a golpear o companheiro. A mãe apresentou lesões de defesa nas mãos, segundo o registro policial.

Além dela, outras pessoas ficaram feridas na confusão e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber assistência médica e permanecer sob observação. O estado de saúde delas não foi informado.

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“Ensanguentado no chão”

Vizinho da residência, o aposentado Laércio Luiz Rodrigues, de 65 anos, relatou que dormia quando ouviu os gritos. “[Ele] encontrou Leandro ensanguentado no chão e percebeu que a vítima estava morta”, diz trecho do registro policial.

Após o ataque, Caio fugiu, mas acabou localizado pela polícia horas depois, após ser agredido por algumas pessoas. Ele foi socorrido e levado à UPA.

No momento do depoimento, segundo a Polícia Civil, o jovem “não apresentava nenhuma condição de ser interrogado”, com a fala afetada, possivelmente em razão de medicamentos. Por isso, o interrogatório foi interrompido.

A arma usada no crime – um canivete de lâmina de 9,5 centímetros – foi apreendida. A Justiça decretou a prisão em flagrante de Caio por homicídio qualificado por motivo fútil e por quatro crimes de lesão corporal.

A defesa do jovem não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte: www.metropoles.com