Kaique foi julgado pelo Tribunal do Júri na última quarta-feira (27/8), no Fórum de Santos. O julgamento começou às 13h e ouviu o réu, além de três testemunhas: o delegado Thiago Bonametti, responsável pela investigação, e os PMs Ederson Luiz da Costa e Ricardo Silva Mombelli, que estavam com Samuel no momento do disparo.
O juiz Alexandre Betini, da Vara do Júri do Foro de Santos, negou ao réu a possibilidade de recorrer da condenação do processo em liberdade, uma vez que ele esteve preso durante toda a fase de instrução processual.
O magistrado não fixou valor mínimo para reparação dos danos causados pelo homicídio aos herdeiros do PM, pois não foi quantificado ao longo do processo o quanto seria tal reparação.
Kaique foi condenado por homicídio qualificado majorado e associação criminosa. A pena ficou fixada em 24 anos, três meses e 15 dias de reclusão, além do pagamento de 18 dias-multa.
Relembre o caso
- Na ocasião, de acordo com a PM, o soldado patrulhava com a sua equipe na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no bairro Rádio Clube, zona noroeste de Santos, em 2 de fevereiro deste ano.
- Ele sofreu um disparo no rosto e foi levado em estado grave para a Santa Casa de Santos, onde passou por uma tomografia.
- De acordo com a corporação, não havia tiroteio ou incursões no momento em que o PM da Rota foi baleado.
- O agente permaneceu internado, mas morreu na madrugada do dia seguinte.
- A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) instaurou uma operação para a captura de Kaique, que foi preso em Uberlândia (MG) no dia 14 de fevereiro.
Morte de PM motivou nova Operação Escudo
Junto com a Operação Verão, as ações da PM na Baixada Santista foram altamente letais. Ao todo, 84 pessoas foram mortas em supostos confrontos com a polícia, segundo os números oficiais.
Fonte: www.metropoles.com


































