1ª morte de PM da Rota desde 1999 motivou Operação Escudo
Junto com a Operação Verão, as duas ações policiais causaram alta nas mortes na Baixada Santista, como mostrou o especial Baixada Sangrenta, série do Metrópoles indicada ao Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo.
De acordo com números oficiais, 84 pessoas foram mortas no âmbito das duas operações. Em julho deste ano, o MPSP encerrou as investigações sobre o caso, mantendo o arquivamento dos inquéritos que investigavam possíveis excessos por parte de agentes da segurança pública.
Investigados
- Informações preliminares da investigação apontam que Erickson David da Silva, o Deivinho, de 30 anos, foi o autor dos tiros que mataram o policial.
- Ele, que é conhecido como “sniper do tráfico”, admitiu estar em um ponto de venda de drogas no momento em que o PM morreu, mas afirmou, em depoimento, que não disparou a arma.
- Mais tarde, um laudo apontou que a bala que matou o soldado não partiu da pistola 9 milímetros apreendida na investigação e atribuída a Deivinho.
- Os outros investigados pelo caso são Marco Antônio de Assis Silva, 26, o “Mazzaropi”, e Kauã Jazon da Silva, 20, apontado como “olheiro” de pontos de vendas de drogas e irmão de Erickson.
- Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), três investigados se tornaram réus pelo crime.
- No Tribunal do Júri ao qual foram submetidos, na madrugada dessa sexta-feira (29/8), o conselho de sentença absolveu um dos réus de todas as imputações do processo e condenou um segundo pelo crime de associação para o tráfico de drogas.
- O terceiro, apontado como autor da execução, foi condenado a 45 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, três homicídios tentados, associação para o tráfico e posse de insumos para drogas.
- Isso porque ele também seria acusado de tentar matar outros PMs que estavam com Patrick no momento dos disparos.
- Como o processo corre sob segredo de Justiça, o MPSP não especificou se Deivinho é quem foi condenado à pena mais dura.
Mais um PM da Rota morto
A vítima foi o PM Samuel Wesley Cosmo, que morreu em fevereiro de 2024, após ser ferido com um tiro no rosto durante patrulhamento em Santos. De acordo com a Polícia Militar (PM), o soldado estava acompanhado de sua equipe e foi surpreendido pelo criminoso em um beco.
Kaique Coutinho do Nascimento, de 21 anos, foi preso alguns dias após o crime em Uberlândia, interior de Minas Gerais.
Fonte: www.metropoles.com

































