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Imigrante em aeroporto de SP está com catapora. Mpox é descartada

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São Paulo — O imigrante isolado da área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foi diagnosticado com catapora e não com mpox, como era suspeitado.

A informação é do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, para onde o passageiro foi encaminhado e submetido a exames, no domingo (25/8).

“O paciente está bem, segue em observação […] É importante ressaltar que o paciente não é oriundo de áreas endêmicas de mpox, e que o atendimento a pacientes com suspeita ou diagnóstico da doença faz parte da rotina do Instituto desde 2022”, diz trecho de nota.

Como relevado pelo Metrópoles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) isolou, no fim de semana, imigrantes retidos na área restrita do aeroporto da região metropolitana por suspeita de estarem contaminados com mpox.

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Os imigrantes instalados na área restrita estão na condição de “inadmissíveis”, pelo fato de não terem documentação e nem visto para entrar ou sair do Brasil.

O Ministério da Saúde informou que foi notificado pela Anvisa sobre um caso suspeito de mpox. O passageiro, segundo a pasta, foi atendido pelo posto médico do aeroporto durante a madrugada de domingo (25) e encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade para fazer exames. Ele é do Nepal e veio ao Brasil na busca de refúgio.

O sintomas provocados pelo mpox e a catapora são semelhantes, resultando nas suspeitas da autoridade sanitária.

O grupo segue isolado e, segundo apurado pelo Metrópoles, funcionários que servem refeições aos imigrantes usam máscaras, álcool gel e mantém distância segura.

Reunião convocada pelo MPF

Na semana passada, uma reunião convocada pelo Ministério Público Federal (MPF) já discutia a situação dos quase 500 imigrantes retidos na área restrita. Na ocasião, a Defensoria Pública da União (DPU) pediu a criação de uma sala de situação “para que se acompanhe o fluxo de entradas e saídas em tempo real”.

No encontro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública se comprometeu a encaminhar reforço de servidores para atendimento emergencial, tanto nos trabalhos de processamento dos protocolos de refúgio quanto para a segurança no local.

A GRU Airport se responsabilizou a buscar modos para assegurar condições, junto às companhias aéreas, de se garantir acesso à higiene básica e alimentação de todos os migrantes retidos, em medidas que serão acompanhadas pela DPU e pelo MPF. Participaram ainda da reunião representantes da Polícia Federal (PF), Prefeitura de Guarulhos, governo do estado de São Paulo, senadora Mara Gabrilli (PSD) e gabinete do deputado federal Túlio Gadelha (Rede).

Fonte: Oficial