Após ter sido preso dirigindo Lamborghini receptado, o ex-piloto de Fórmula 1 Tarso Marques foi liberado na tarde desse domingo (31/8), em audiência de custódia, após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) arbitrar o pagamento de fiança no valor de 15 salários mínimos – o equivalente a R$ 22,7 mil. Tarso também deverá cumprir medidas cautelares.
O Lamborghini Gallardoss, usado pelo ex-piloto no momento da prisão e avaliado em R$ 1,2 milhão, tem registro de apropriação indébita, restrições judiciais e licenciamento em atraso, além de acumular débitos no valor total de R$ 1.330,949,89 e de R$ 2.935,59 em multas municipais, segundo a polícia.
Tarso trafegava com o carrão de luxo e sem as placas afixadas quando foi detido na Ponte Cidade Jardim, zona oeste de São Paulo, na madrugada de domingo.
De acordo com as autoridades, o ex-piloto foi abordado porque circulava sem as placas fixas do veículo. Ele teria tentado colocá-las ao perceber que havia uma operação policial na região, mas foi flagrado pelos agentes.
Ao Metrópoles, Tarso afirmou que não sabia que o Lamborghini acumulava débitos e restrições na Justiça. Ele explicou que o veículo de luxo não era dele, mas sim de uma empresa que o contratou para a realização de um projeto. Ele disse que pegou o carro para ir até um posto de gasolina próximo de onde mora – e que costuma frequentar – e não percebeu que o carro estava sem placa.
“Nem me atentei que estava sem a placa. Era um carro que estava na ponta [da garagem] para sair. Eu falei: ‘Eu vou aqui, é [sic] 200 metros da minha casa, vou lá e volto em 5 minutos’. Aí aconteceu tudo isso”, disse.
O Lamborghini foi apreendido e levado para um pátio. “O cara que vai ter que retirar o carro, o responsável vai ter que explicar. Mas aí, já foge do meu negócio”, afirmou Tarso Marques. Por não ser dono do carro, o ex-piloto alega que desconhecia os débitos e as restrições do veículo de luxo.
O carro está registrado em nome de uma empresa condenada por práticas ilegais, incluindo pirâmide financeira, acrescentou a PM.
“Parece que a empresa, o proprietário da empresa, sei lá, tem alguns processos. Ela [policial] falou que ele está como fiel depositário. Eu não sei se é um processo, se é um processo trabalhista, ou se é alguma ação. Eu não faço ideia do que seja, mas acho que eles pedem, não sei se pedem o bem ou podem vender o carro, não sei”, afirmou Tarso.
Quem é Tarso Marques
- Tarso Marques disputou a principal categoria do automobilismo pela Minardi e, também, tem passagens pela Fórmula Indy, Stock Car e outras categorias de turismo e endurance.
- Ele é irmão do também piloto Thiago Marques e filho do ex-piloto Paulo de Tarso.
- Tarso atuou como responsável pelo quadro “Lata Velha”, do programa Caldeirão do Huck, e faz participações regulares no programa Auto Esporte.
Manifestou-se nas redes sociais
Após ser solto, Tarso publicou vídeos em seu perfil no Instagram minimizando a situação. “Domingão, sol lindo, hora de encontrar com os brothers de novo, vamo lá”, começou.
Ao volante de outro carro de luxo, com teto solar aberto, Tarso contou que estava trafegando pelo mesmo local onde gravava os vídeos, quando foi parado pela polícia por estar dirigindo sem placa. Segundo o ex-piloto, ele mesmo levou o veículo, que pertenceria à empresa de um cliente, até o pátio para apreensão.
“O pessoal da polícia fez o trabalho normal, superlegal, tranquilo, mas tive que levar o carro e dirigi. E fui lá. E agora parece que os carros tinham umas pendências de IPVA, multa, e agora parece que uma ação, alguma coisa, do proprietário, ou da empresa do proprietário, não sei. Então, eles autuaram o carro, e é isso. Mas tá tudo legal, obrigado. Só não devia ter saído sem placa, né. Na verdade nem sabia que estava sem placa, soube na hora que parou na blitz”, disse.
Veja a declaração de Tarso Marques na íntegra:
Lamborghini sem placas
Quando foi abordado por policiais militares por volta das 3h de domingo, o ex-piloto de Fórmula 1 estava com duas mulheres no Lamborghini que ele havia estacionado, com o motor ligado, na pista de rolamento da Ponte Engenheiro Rossi Zuccolo, a Ponte da Cidade Jardim, em uma área de alto padrão da zona oeste paulistana.
Ao ser questionado sobre o fato de o veículo de luxo estar sem emplacamento, Tarso respondeu que “o carro era de exposição e que, por isso, não usava placas”.
Conforme relatado pelos PMs, em depoimento, a justificativa “não fazia sentido” e, por isso, solicitaram as placas do carro, que foram mostradas por Tarso. Ao consultarem o emplacamento, os PMs localizaram um boletim de ocorrência, cuja natureza criminal é de apropriação indébita.
Levado ao 14º DP (Pinheiros), Tarso Marques foi autuado em flagrante por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Horas mais tarde, em audiência de custódia, a Justiça concedeu a ele liberdade provisória mediante fiança.
Fonte: www.metropoles.com





























