O bar Ministrão, localizado no Jardins, em São Paulo, que foi inicialmente fechado no dia 30 de setembro devido a indícios da venda de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol, pode ser fechado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública caso não responda nova notificação expedidas nesta quarta-feira (22/10).
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, deu 24 horas para o estabelecimento apresentar informações sobre a aquisição, o armazenamento e a comercialização de bebidas destiladas.
O Ministrão reabriu as portas na última sexta-feira (17/10), após passar mais de duas semanas interditado. Apesar da reabertura, a Vigilância Sanitária manteve proibida a venda de bebidas destiladas no local.
Segundo a Senacon, a medida se deu devido à omissão do bar em responder a duas notificações anteriores relacionadas à apuração de casos de intoxicação por metanol.
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Caso não responda novamente a notificação no prazo estipulado, o Ministério da Justiça pode instaurar processo administrativo sancionador, com aplicação de multa e possibilidade de suspensão das atividades comerciais do Ministrão.
O Metrópoles procurou o estabelecimento para um posicionamento sobre a medida, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Fechado pela vigilância sanitária
Localizado na esquina da Alameda Lorena com a Rua Ministro Rocha Azevedo, em um bairro nobre da capital paulista, o Ministrão foi interditado em ação conjunta entre as vigilâncias sanitárias municipal e estadual.
O Ministrão é o mesmo bar onde uma mulher relatou ter perdido a visão após consumir três caipirinhas.
Número de intoxicações por metanol
- Foram registrados 57 casos de intoxicação no total, sendo 38 confirmados e 19 suspeitos. Foram descartados 408 casos.
- Há seis mortes confirmadas: três homens de 54, 46 e 45 anos, residentes na cidade de São Paulo, uma mulher de 30 anos de São Bernardo do Campo, um homem de Osasco de 23 anos, e um de Jundiaí de 37 anos.
- Os dados foram divulgados na segunda-feira (20/10) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP).
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O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo já havia apreendido cem garrafas de bebidas destiladas do bar no dia 29 de setembro.
Na época em que o bar foi interditado, a defesa dos proprietários afirmou que o local estava sendo fechado “por causa de apenas uma pessoa”.
Fonte: www.metropoles.com

































