O motociclista Nayan José Sales, que atropelou a triatleta Luisa Baptista há dois anos, será levado a júri popular na manhã desta quarta-feira (15/10) no Forúm de São Carlos, interior de São Paulo.
O acidente aconteceu em dezembro de 2023, enquanto Luisa treinava para as Olímpiadas, na Estrada Municipal Abel Terrugi, em São Carlos. Ela estava na bicicleta quando foi atingida de frente pela motocicleta de Nayan, que não possuía CNH na época do acidente. Ele estava saindo de uma festa open bar e fugiu sem prestar socorro.
3 imagensFechar modal.1 de 3
Luisa Baptista foi atropelada durante treino em dezembro do ano passado
Gaspar Nobrega/COB2 de 3
Ela teve ferimentos em quase todo o lado direito do corpo, fraturas expostas e seu coração chegou a parar por 8 minutos
Wander Roberto/COB3 de 3
O júri popular do motociclista acontecerá nesta quarta (15/10) em São Carlos, inteiror de São Paulo.
Reprodução/ Instagram
A triatleta ficou 100 dias internada e 60 deles em coma, tendo ferimentos em quase todo o lado direito do corpo, perfurações no pulmão e fraturas expostas no fêmur e tíbia. No hospital, seu coração chegou a parar por oito minutos.
O caso foi levado a júri porque o Ministério Público de São Paulo (MPSP) entendeu que a conduta de Nayan não foi típica de um acidente culposo, ou seja, sem intenção, mas sim uma tentativa de homicídio com dolo eventual, já que ele não tinha habilitação. Caso seja condenado, a pena pode variar de 6 a 20 anos de reclusão em regime inicial fechado.
Em suas redes sociais, Luisa comemorou a decisão de levar o caso a júri popular. “Conto com todos os entusiastas do esporte, dos que compactuam com a necessidade de se ter mais educação e leis de trânsito mais rígidas e eficientes! Que meu caso seja usado como base a todos os outros que passam por situações similares!”, declarou.
Decepção com julgamento
Em agosto de 2024, Luisa publicou em suas redes sociais um desabafo em que protestava contra o indiciamento do motociclista por lesão corporal e não por tentativa de homicídio com dolo eventual. As investigações, que foram feitas pelo 1º DP de São Carlos, indiciaram Nayan José apenas pelo crime de lesão corporal, após quase sete meses de investigação.
O advogado da vítima, Eduardo Manhoso, também se manifestou na publicação. “Perante o delegado de polícia, ele [Nayan] confirma que não tem habilitação, que estava em alta velocidade e, no dia anterior, estava numa festa e dormiu pouquíssimas horas. Além disso, outros indicativos da investigação nos levam a concluir que ele estava na contramão”, escreveu.
Primeira mulher ouro no triatlo
Luisa Baptista, de 30 anos, foi a primeira mulher a conquistar medalha de ouro no triatlo, que envolve as modalidades de nadar, pedalar e correr. Ela foi campeã na categoria individual e na mista, ao lado de Manoel Messias, nos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2019.
Leia também
-
São Paulo
Prefeitura mantém multa de R$ 3,5 milhões a 99 por mototáxi em SP
-
São Paulo
Mostra Internacional de Cinema de SP: veja programação e preços
-
São Paulo
Mongaguá confirma intoxicação por metanol em adolescente de 16 anos
-
São Paulo
Morte de ex-delegado: após 1 mês, polícia tem 2 hipóteses para o crime
A triatleta também representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em 2023. Ela estava escalada para participar das Olímpiadas de Paris em 2024, mas por conta do acidente foi apenas como espectadora.
Fonte: www.metropoles.com


































