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MPSP denuncia homem que usou perfis fakes para perseguir ex e amiga

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou, nesta segunda-feira (1°/9), que denunciou um homem que usou perfis falsos para perseguir e ameaçar a ex-companheira, a amiga dela e descumprir medidas protetivas. Os crimes aconteceram entre setembro de 2022 e maio de 2025, na cidade de São Paulo.

De acordo com o MPSP, a denuncia, feita pelos promotores de Justiça Carol Reis Lucas Vieira da Ros, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID) e Richard Encinas, do CyberGaeco, já foi recebida pela Justiça.

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Os promotores ainda pediram ao juiz a fixação de indenizações às vítimas, no valor de R$ 50 mil para a ex-companheira do suspeito e R$ 10 mil para uma amiga dela que foi vítima de extorsão, assim como a apreensão de aparelhos eletrônicos e uma arma de fogo.

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Ameaças e ofensas

  • Segundo a denúncia, os crimes aconteceram em contexto de violência doméstica e familiar.
  • Entre setembro de 2022 e maio de 2025, o acusado “perseguiu reiteradamente a sua ex-companheira”, chegando a enviar 30 mensagens eletrônicas contendo xingamentos; ofensas à profissão da mulher — que era médica –; acusações; e menções e sua vida privada, remetendo cópias a familiares.
  • Em uma das mensagens, o suspeito chegou a enviar uma foto em que aparecia segurando uma arma.
  • Os crimes continuaram mesmo após a mulher conseguir uma medida protetiva que proibia o contato do homem com ela.

Fingiu ser uma amiga e usou perfis falsos

Ainda de acordo com o MPSP, o denunciado ainda criou um e-mail se passando por um amiga da ex-companheira e usou para provocar o fim da amizade das duas mulheres.

Ele também usou perfis falsos para publicar comentários ofensivos no perfil profissional de outra vítima, também médica e exigiu o pagamento de R$ 10 mil para deletar a conta falsa e cessar as ameaças, configurando o crime de extorsão.

Os promotores pediram a prisão preventiva para o suspeito, alegando que a detenção dele é “necessária para resguardar a integridade das vítimas, garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal”.

Fonte: www.metropoles.com