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“Ninguém aguenta mais a tirania do ministro Moraes”, diz Tarcísio na Paulista

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom das críticas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, na tarde deste domingo (7/9). Essa é a primeira vez que o governador fez críticas explícitas contra o magistrado.

Tarcísio citou o nome de Moraes duas vezes em seu discurso. Na primeira delas, em um comentário sobre uma matéria do New York Times, o govenador de São Paulo questionou a investigação do ministro contra um grupo de WhatsApp de empresários bolsonaristas. Depois, ao ouvir o público entoar “fora, Moraes”, Tarcísio disse que a postura do magistrado é “tirania”.

“Por que vocês estão gritando isso [fora, Moraes]? Talvez porque ninguém aguenta mais a tirania do ministro Moraes”, disse Tarcísio no palco montado na Avenida Paulista.

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De forma indireta, Tarcísio também chamou Moraes de “ditador” e disse que os réus da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado são “presos políticos”.

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“A Justiça vai se reestabelecer. Eu tenho certeza que nós vamos fazer Justiça para o Bolsonaro. Eu tenho certeza que os presos políticos vão ser libertos porque o bem vai vencer o mal. Nós não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer”, afirmou o govenador de São Paulo.

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Silas Malafaia canta o hino nacional na Avenida Paulista

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-candidato à Presidência do PRTB Padre Kelmon, na Avenida Paulista.

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Silas Malafaia canta o hino nacional na Avenida Paulista

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Silas Malafaia canta o hino nacional na Avenida Paulista

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Silas Malafaia canta o hino nacional na Avenida Paulista

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Silas Malafaia canta o hino nacional na Avenida Paulista

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Silas Malafaia canta o hino nacional na Avenida Paulista

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Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista

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Deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-AL)

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Romeu Zema na Avenida Paulista

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Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista

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Michelle Bolsonaro chega a manifestação na Avenida Paulista

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Michelle Bolsonaro chega a manifestação na Avenida Paulista

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto

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Valdemar Costa Neto chega a ato na Avenida Paulista

FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua

As críticas mais duras de Tarcísio ocorrem na esteira de outas atitudes mais contundentes do governador de São Paulo em defesa do ex-presidente. Nas últimas semanas, ele tem ido a Brasília para conversar com presidentes de partidos e parlamentares em uma articulação pelo projeto de anistia, que é discutido no Congresso Nacional. Ele também prometeu indulto ao ex-presidente, caso seja eleito presidente da República.

Tarcísio pressiona Motta por “anistia ampla”

Em seu discurso, Tarcísio também pressinou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto de lei de uma “anistia ampla” aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023.

“Qual o recado que vocês querem dar para Hugo Mota hoje?”, perguntou Tarcísio ao público. “Presidente de Casa nenhum pode conter a vontade da maioria do plenário. Então, Hugo Motta, paute a anistia. Deixa a Casa decidir. Tenho certeza que ele vai fazer isso”, disse Tarcísio, que assumiu a articulação pela anistia nas últimas semanas.

Apesar de ser apontado como presidenciável, Tarcísio disse que “só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro”. “Deixa o Bolsonaro ir para a urna, qual o problema?”, emendou o governador de São Paulo.

Quarto ato do ano na Paulista

Este é quarto ato bolsonarista do ano na Avenida Paulista e o segundo sem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em junho, diante da ausência de seu padrinho político, Tarcísio faltou à manifestação. Agora, o governador de São Paulo assume o protagonismo político do ato.

Além de Tarcísio, o ato organizado pelo pastor Silas Malafaia também irá contar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio ficou responsável por convidar outros governadores de direita, como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, não irá à manifestação.

Em junho, o ex-presidente não pôde ir às ruas devido a medidas cautelares impostas contra ele por Moraes. A aparição de Bolsonaro nos atos, por meio de chamada telefônica, custou-lhe a decretação de prisão domiciliar. Enquanto isso, Tarcísio estava no Hospital Albert Einstein, na zona oeste de São Paulo, para um procedimento na tireóide. A ausência foi criticada pelo “núcleo duro” bolsonarista, incluindo Malafaia.

Nas últimas semanas, porém, Tarcísio se impôs na articulação sobre a anistia a Jair Bolsonaro. Ele se reuniu com deputados, líderes partidários e fez incursões à Brasília para mobilizar o projeto de lei.

Os movimentos do governador de São Paulo reduziram as fricções com o bolsonarismo e Tarcísio foi incentivado publicamente até pelo filho “03” do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), desafeto do govenador, cujas críticas a Tarcísio ficaram evidentes no relatório da Polícia Federal (PF) que divulgou as mensagens trocadas entre Eduardo e Jair Bolsonaro.

Públicos de atos na Paulista

O “Monitor do Debate Político” da Universidade de São Paulo (USP) mede o tamanho do público de todas as manifestações bolsonaristas na Avenida Paulista. Desde que saiu do poder, Bolsonaro foi defendido por apoiadores em seis atos, em São Paulo.

  • 25/2/2024 – 185 mil pessoas
  • 7/9/2024 – 45,4 mil pessoas
  • 6/4/2025 – 44,9 mil pessoas
  • 29/6/2025 – 12,4 mil pessoas
  • 3/8/2025 – 37,6 mil pessoas

Fonte: www.metropoles.com