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PCC: diretor de presídios jurado de morte vive sob escolta desde 2018

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Roberto Medina é chefe da Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do Estado (Croeste), que conta com 180 unidades prisionais. Ele foi alvo de planos de morte do Primeiro Comando da Capital (PCC) e vive sob escolta policial desde 2018.

O caso mais recente foi revelado em operação deflagrada nesta sexta-feira (24/10) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil contra suspeitos de elaborarem um novo plano para executar Medina e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

Uma das unidades chefiada por Medina é a Penitenciária II de Presidente Venceslau, para onde onde Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi transferido neste mês. Ele é apontado como uma das principais lideranças do PCC, chegando a ser o principal representante de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, na gestão da organização criminosa fora das grades.

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Autoridades descobriram o primeiro plano para matar o coordenador de presídios ainda em 2018, quando cartas codificadas foram apreendidas com duas companheiras de detentos em Presidente Venceslau.

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Operação Recon

  • O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil realizaram, na manhã desta sexta-feira (24/10), uma operação contra integrantes do PCC, suspeitos de planejarem o assassinato do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina.
  • Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1), todas no interior de São Paulo.
  • As investigações apontaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e “altamente disciplinada”, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, “com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados”, segundo o MPSP.
  • Os suspeitos haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades. “A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama”, afirma a promotoria.
  • A Operação Recon, coordenada pelo MPSP e Polícia Civil, identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

Fonte: www.metropoles.com