Ao constatar o aumento no número de jovens com doença pulmonar, a Polícia Civil deflagrou uma operação, nesta terça-feira (19/8), na qual apreendeu centenas de cigarros eletrônicos e prendeu quatro empresários, em São José do Rio Preto, no interior paulista.
Durante 30 dias, policiais investigaram quatro empresários que distribuíam, em larga escala, Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEF), além de 59 comércios que vendiam o produto — que é proibido no Brasil –, todos vistoriados e notificados. Ao todo, foram apreendidos 627 cigarros eletrônicos e 429 refis, encaminhados para perícia e que, posteriormente, serão destruídos.
A Delegacia Seccional de São José do Rio Preto afirmou ao Metrópoles, em nota, que a ação resultou do trabalho de inteligência policial de saúde pública. O levantamento identificou o aumento, entre jovens na região, de casos de fibrose pulmonar no interstício — a qual resulta de diversas causas, que provocam inflamação e cicatrizes na área entre os alvéolos pulmonares.
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Vape e problemas no coração
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Comércio de vapes é proibido no Brasil
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Produto era vendido em comércios no interior de SP
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Operação foi deflagrada após alta de doenças pulmonares entre jovens
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Foram apreendidos centenas de cigarros eletrônicos e refis
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As médicas abordaram como o vape prejudica a saúde da pele
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda do cigarro eletrônico no Brasil
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Uso de cigarros, incluindo os vapes, os cigarros eletrônicos, foi condenado pelo código
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Cigarro eletrônico – vape
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A Polícia Civil destacou ainda o caso, de um adolescente, sobre o qual estuda-se a possibilidade de um transplante de pulmão, em decorrência do uso de cigarro eletrônico.
Sem controle
Por tratar-se de um produto proibido no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não há controle sobre as substâncias presentes nos refis fumados pelos usuários.
Isso resulta na incidência cada vez maior de mortes decorrentes do consumo de cigarros eletrônicos, que culminou em uma nota técnica conjunta, na qual é sugerido para que médicos incluam nas declarações de óbito o uso do cigarro eletrônico.
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O documento foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde, Instituto Nacional do Câncer, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Secretarias de Vigilância em Saúde em Ambiente e de Atenção Primária à Saúde.
Viciantes e perigosos
Na nota conjunta, obtida pela reportagem, é alertado que a maioria dos cigarros eletrônicos contêm nicotina e substâncias químicas potencialmente tóxicas — resultando em dependência e “inúmeros danos”, entre eles doenças pulmonares e cardiovasculares.
“Em 2019, foi identificado um tipo de lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico, que recebeu o nome de Evali [E-cigarette or Vaping product use-Associated Lung Injury], evidenciando a gravidade dos efeitos adversos do uso deste produto, bem como a necessidade de registro de informações sobre casos e óbitos por esta doença”.
Os sintomas do Evali são tosse, dores torácica, abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, além de febre, calafrios e perda de peso.
Fonte: www.metropoles.com































