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polícia investiga latrocínio e até metanol

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Embora imagens mostrem que Luiz Fernando Pacheco foi abordado e agredido por um assaltante em Higienópolis, no centro de São Paulo, a Polícia Civil também investiga se o advogado ingeriu bebida contaminada com metanol. Ele morreu após ser socorrido na Santa Casa, na madrugada da última quarta-feira (1°/10).

Conforme o boletim de ocorrência registrado após a morte no hospital em que Pacheco foi levado, a equipe de investigação solicitou um exame toxicológico no corpo da vítima. “Notadamente a possível presença de metanol.”

Paralelamente, a investigação analisa imagens de câmeras do local e apura possível caso de latrocínio, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). “Diligências estão em andamento, inclusive com a análise de imagens para o total esclarecimento dos fatos”, disse a pasta.

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Advogado agredido por ladrão

Imagens mostram o momento em que Pacheco é abordado na esquina das ruas Itambé e Maranhão. É possível ver o assaltante pegar algo do bolso do advogado, que resiste em entregar. Depois, o suspeito dá um soco na vítima, que cai no chão. A cena é acompanhada de perto pela mulher que acompanha o assaltante.

Veja:

O advogado Ivan Filler Calmanovici, amigo de Luiz Pacheco, disse ter visto as imagens do assalto. “[O assaltante] dá um soco, uma cotovelada, um golpe de judô no chão. Quando ele [Pacheco] cai no chão, acaba batendo a cabeça ‘de chicote’. O rapaz e a mulher tiram as coisas do bolso dele, o relógio, e se evadem andando”, contou o advogado ao Metrópoles.

Segundo Calmanovici, um carro passou pelo local e viu Pacheco caído no chão. O motorista desceu do veículo e acionou a Polícia Militar para socorrê-lo. “Demoraram 40 minutos para estar no local”, disse o advogado.


Quem era o advogado

  • O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pachec0 começou a carreira em 1994, quando ingressou na banca de advocacia de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e em parte do segundo mandato.
  • Ele se formou em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1996.
    Pacheco atuou no caso do Mensalão, defendendo o então deputado José Genoino (PT-SP). Ele também foi sócio-fundador do Prerrogativas, grupo de juristas pró-PT.
  • Além da atuação profissional, Pacheco ocupou cargos relevantes na advocacia e na política de defesa dos direitos: foi conselheiro da OAB/SP em diferentes mandatos (2019-2021 e 2022-2024), presidente da Comissão de Prerrogativas da seccional paulista e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Ele também integrou o Conselho Nacional Anti-Drogas da Presidência da República.
  • Nos últimos anos, atuava em seu próprio escritório, Luiz Fernando Pacheco Advogados, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo.

 

Fonte: www.metropoles.com