As bancadas de oposição a Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) apostam na pressão externa contra o governador para tentar minar seu apoio na Casa e fazer avançar um pedido de impeachment do chefe do Executivo estadual, protocolado nessa terça-feira (9/9).
Em coletiva de imprensa realizada na Alesp, nesta quarta-feira (10/9), deputados do PT e do PSol afirmaram que os ataques feitos por Tarcísio ao Supremo Tribunal Federal (STF) no ato bolsonarista no último domingo e o envolvimento do governador na articulação pela anistia aos envolvidos na trama golpista e no 8 de janeiro podem ajudar a mudar o clima em relação ao chefe do Executivo estadual.
“A defesa da democracia exige que não exista impunidade para os golpistas. E a atividade do governador Tarcísio de Freitas, durante o último período, culminando nas manifestações de domingo na Paulista, mostraram que ele rompeu completamente com o juramento que ele fez nessa Casa, de defender as constituições nacional e estadual e defender as leis. Ele ataca o Judiciário, procura constranger o processo político e procura impunidade para os golpistas”, afirmou o líder do PT na Alesp, Antônio Donato (PT).
Leia também
-
São Paulo
Após ataque ao STF, Tarcísio voltará a Brasília para articular anistia
-
São Paulo
Aliados veem ataque ao STF como sinal de que Tarcísio tentará a reeleição
-
São Paulo
Aliado diz que ataque de Tarcísio ao STF foi “pontual” e explica estratégia
-
São Paulo
De boné do Trump a ditadura do STF: a guinada bolsonarista de Tarcísio
Segundo os autores do pedido de impeachment, o objetivo é pressionar o presidente da Alesp, deputado André do Prado (PL), aliado de primeira hora de Tarcísio, a dar prosseguimento ao pedido de afastamento do governador.
Ao longo do mandato de Tarcísio, outros dois pedidos de impeachment já foram protocolados pela oposição e nenhum avançou.
“Vamos dialogar com todos os deputados e mostrar a importância desse momento histórico. Isso que eu queria realçar e que talvez seja a grande diferença que já está dividindo águas na sociedade. Acho que uma pressão de fora para dentro pode mudar a correlação de forças aqui. Em um momento decisivo da vida democrática do país. Se a gente não tiver a punição dos golpistas, na esquina seguinte, eles voltam a se articular para dar o golpe”, afirmou Donato.
Nos bastidores, parlamentares da oposição também avaliam outras frentes de pressão sobre Tarcísio. A ideia é aproveitar o desgaste com o STF após o governador dar declarações como chamar o ministro de Alexandre de Moraes de “tirano” e dizer que não acredita na Justiça, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.
Uma das possibilidades seria tentar reviver a discussão parada no Supremo sobre a política de concessão de terras devolutas para fazendeiros, uma das principais políticas agrárias da gestão Tarcísio.
Desde 2022, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) protocolada pela bancada do PT na Alesp questiona a iniciativa, aprovada em lei ainda do governo Rodrigo Garcia, mas que ganhou tração com Tarcísio.
Fonte: www.metropoles.com


































