A quadrilha suspeita de roubar condomínios de luxo em São Paulo tinha como suposto líder um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Cleudson Leandro da Silva, conhecido como Irmão Zangado, que teria pertencido à ala da facção responsável por organizar ações violentas, como assaltos e até assassinatos.
Cleudson foi preso em maio, quando policiais civis já faziam campanas para seguir veículos e suspeitos do roubo a moradores de um condomínio em Higienópolis — com apartamentos avaliados em até R$ 3 milhões. Em sua residência, havia joias, a roupa que usou no crime, e anotações com referências ao PCC.
A partir de seu celular, a Polícia Civil obteve parte das provas para pedir a prisão de 17 suspeitos e 50 mandados de buscas na Operação Shalom, deflagrada nesta terça-feira (12/8). As investigações foram conduzidas pelo delegado Ronald Quene, da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).
Na ocasião da prisão de Cleudson, segundo policiais, ele confessou ser “sintonia restrita” da facção, e que planejava outros assaltos — um deles, a um prédio de “promotores, juízes e advogados”. Ele teria relatado, até mesmo, que usou seu celular para fazer ligações para planejar e até dividir as joias e dinheiro roubados.
Mais tarde, em audiência de custódia, ele disse ser apenas ex-membro do PCC e também ter sido xingado e ameaçado por policiais. “Eles me ameaçaram e disseram que iam me forjar a droga”, declarou.
O celular de Cleudson mostra negociações de armas e balas — inclusive para fuzis. Mais importante, mostrou ligações, inclusive em grupo, com outros integrantes da gangue. Em imagens do condomínio roubado, ele aparece no elevador e na garagem do prédio, junto ao resto dos assaltantes.
A partir de campanas, imagens das câmeras do condomínio e, em parte, de registros de ligações telefônicas do celular de Cleudson, policiais chegaram a outros integrantes da quadrilha.
Membros do grupo clonaram placas de carros dos moradores para entrar no condomínio, no dia 13 de maio. Passaram, então, a ameaçar moradores nos elevadores para entrar em seus apartamentos e roubar itens de luxo e dinheiro.
Fonte: www.metropoles.com


































