O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), evitou falar com a imprensa em seus primeiros compromissos públicos realizados após o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Tido como o nome favorito do Centrão e da elite financeira para a disputa, Tarcísio ainda não se pronunciou oficialmente sobre a escolha feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro de indicar o filho mais velho para representá-lo nas urnas. O anúncio ocorreu na tarde da última sexta-feira (5/12).
Na manhã desta segunda-feira (8/12), Tarcísio participou de sessão solene no Tribunal de Contas do Estado (TCE), no centro da capital paulista, para a posse do deputado estadual Carlos Cezar (PL) como conselheiro no órgão. A assessoria do governador publicou a agenda somente após o seu início, às 10h, e Tarcísio saiu do local sem conversar com jornalistas.
O evento ainda contou com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
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Antes, no sábado (6/12), Tarcísio cumpriu agenda na cidade de Cosmorama, na região de São José do Rio Preto, no interior paulista, para promover o programa de capacitação profissional de sua gestão. Ele também não atendeu aos jornalistas no evento.
Além da solenidade no TCE, está prevista na agenda do governador desta segunda (8/12) a inauguração de uma UPA em Diadema, na Grande São Paulo.
O Metrópoles apurou que o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro pegou aliados e o entorno do governador de São Paulo de surpresa. O senador, no entanto, afirmou ter conversado com Tarcísio antes de anunciar a decisão publicamente e disse que o governador teria sinalizado apoio à empreitada.
Flávio diz que não vai “cobrar” Tarcísio
Em meio ao silêncio de Tarcísio, Flávio afirmou que não vai “cobrar” do governador de São Paulo manifestação pública após ter sido escolhido pelo pai para disputar o Palácio do Planalto em 2026.
Em entrevista à Record, o senador disse que a primeira pessoa informada sobre a decisão de Bolsonaro foi o próprio chefe do Palácio dos Bandeirantes. Ele afirmou ainda que a reação de Tarcísio teria sido positiva.
“Talvez [o Tarcísio] tenha um dos principais papéis nas eleições de 2026. Tarcísio é uma peça fundamental nessa engrenagem. Tive contato com ele; foi a primeira pessoa com quem eu falei antes de começar a falar para outras pessoas qual tinha sido a decisão do presidente Bolsonaro. E, comigo, ele foi absolutamente transparente, direto: ‘Pode contar. Estamos juntos’”, disse.
Flávio prosseguiu: “Não vou ficar cobrando do Tarcísio que ele se manifeste publicamente, porque ele já falou por várias, e várias, e várias vezes que o objetivo dele é ser candidato à reeleição no governo de São Paulo”.
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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro
Isabella Finholdt/ Metrópoles
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Governador Tarcísio de Freiras e o senador Flávio Bolsonaro
Foto de leitor/ coluna Paulo Cappelli3 de 5
Tarcísio deve ser candidato à Presidência com apoio de Bolsonaro e parte do Centrão
Pablo Jacob/Governo de SP4 de 5
Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas visitam feira de motopeças em São Paulo
Reprodução
Preço para retirar a pré-candidatura
O filho do ex-presidente, na entrevista, afirmou que o preço para retirar a pré-candidatura é a soltura de Jair Bolsonaro. Ele reforçou que esse “preço” é o que chama de “justiça”.
“O meu preço é justiça. E não é só justiça comigo, é justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados — estão dentro de um cativeiro, neste momento, junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro. Então, óbvio que não tem volta. A minha pré-candidatura à Presidência é muito consciente. Ela é para representar grande parte da população brasileira que não aceita mais essa quantidade enorme de desmandos”, disse Flávio.
Fonte: www.metropoles.com

































