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“Tive que sujar minha mão”: PM pede perdão pela morte de Leandro Lo

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O policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, absolvido pelo júri popular na última sexta-feira (14/11), da acusação de matar o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo, apareceu em um vídeo pedindo perdão à família e aos amigos do atleta. Na gravação, divulgada após o fim do julgamento, ele afirma que “teve que sujar a mão” para “preservar a própria vida”.

O julgamento durou três dias no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, em São Paulo. Ao final, cinco mulheres e dois homens do júri concordaram com a tese da defesa: de que o PM agiu em legítima defesa no momento em que atirou na cabeça do lutador durante uma confusão em uma balada da zona sul. Assim, Henrique foi absolvido das acusações de homicídio qualificado.

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Logo depois da decisão, o advogado de Velozo, Claudio Dalledone Junior, divulgou o vídeo em que o policial comenta o caso pela primeira vez desde a absolvição. Nele, Henrique afirma que viveu “um limite” que jamais gostaria de ter enfrentado.

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O tenente da PM Henrique Otávio Oliveira Velozo

Reprodução/Redes sociais2 de 9

Leandro Lo e o PM Henrique Velozo

Redes sociais/Reprodução3 de 9

Ele foi a uma boate e a um motel logo após o crime

Reprodução/Facebook4 de 9

O PM também é lutador de jiu-jítsu

Reprodução/Instagram5 de 9

Policial acusado de atirar contra o lutador

Reprodução6 de 9

Henrique Otávio Oliveira Velozo sacou a arma e atirou na cabeça do lutador Leandro Pereira do Nascimento Lo

Reprodução/Instagram7 de 9

Leandro Lo foi baleado na cabeça durante festa em São Paulo

Reprodução/Instagram8 de 9

Leandro Lo

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O tenente da PM Henrique Otávio Oliveira Velozo e o lutador Leandro Lo

Reprodução/Redes sociais

“Infelizmente, eu tive que sujar a minha mão para poder preservar a minha vida”, disse. Ele também pediu perdão e citou sua fé: “Tive uma experiência única e um encontro genuíno com Deus durante os três anos e três meses que fiquei encarcerado.”

Morte de Leandro Lo

  • Leandro Lo era campeão mundial de jiu-jítsu. O atleta foi baleado aos 33 anos após uma discussão com o tenente da PM Henrique Otávio Oliveira Velozo.
  • O caso ocorreu durante um show em um clube de São Paulo em agosto de 2022.
  • Após o desentendimento, o agora ex-policial foi até a mesa do campeão mundial com uma garrafa. Foi derrubado e imobilizado por Lo.
    O ex-tenente, depois de ser solto pelo lutador, se levantou, sacou uma arma e atirou na cabeça do atleta.
  • O ex-PM foi preso em flagrante. Ele também treinava jiu-jítsu, mas de forma amadora.
  • Henrique Otávio foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima.
  • A defesa de Velozo alegou que ele agiu em legítima defesa, tese aceita pelos jurados, que o absolveram no dia 14 de novembro de 2025.

Família de Leandro Lo

A mãe do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, Fátima Lo, desabafou no último sábado (15/11) nas redes sociais, um dia depois da absolvição de Henrique Velozo. Segundo ela, a decisão do júri popular significou “enterrar o filho pela segunda vez”.

“Ontem, eu enterrei o Leandro pela segunda vez. Esse foi o meu sentimento, o sentimento da gente, porque foi uma tristeza tão grande. A gente foi tão humilhado lá, tão massacrado pela defesa e a bancada dele. O tempo todo provocavam a gente, humilhavam”, declarou.

Fonte: www.metropoles.com