O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, anunciou nessa terça-feira (30/9) a decisão de romper o acordo de cooperação da universidade com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel. A decisão unilateral acontece em protesto ao que o reitor chamou de “genocídio na Faixa de Gaza”.
O anúncio foi feito durante uma sessão do Conselho Universitário (foto de destaque), quando deveria ser votada uma moção que pede o fim do acordo. Antes que a eleição fosse realizada, Montagner apresentou um documento declarando o rompimento, e informou que a universidade vinha acompanhando com preocupação a escalada das ações do governo israelense e já tinha expressado o seu “posicionamento contrário ao genocídio da população palestina”.
Para o reitor, “a situação se deteriorou de tal forma que as violações aos direitos humanos e à dignidade da população palestina se transformaram em uma constante inaceitável”. O fim do convênio seria, assim, uma forma de reforçar o posicionamento do governo brasileiro e de instituições de ensino ao redor do mundo, que condenam as ações do Estado de Israel.
O acordo entre a Unicamp e o Instituto Technion tinha como objetivo fomentar a cooperação acadêmica por meio de projetos de pesquisa em comum, ou intercâmbio de docentes, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação, com reconhecimento dos créditos dos cursos pré-aprovados obtidos na universidade parceira.
Fundada no início do século 20 em Haifa, o Technion é a mais antiga universidade israelita e tem foco em engenharia e ciências exatas. Outras universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP), ainda mantêm convênio com o instituto.
Fonte: www.metropoles.com

































