Novas imagens obtidas pelo Metrópoles mostram a sequência de movimentações dos criminosos que executaram o ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, após ele sair do trabalho em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Dois carros foram flagrados circulando ao redor da prefeitura da cidade, onde Ruy era secretário de Administração, e aguardando o momento de sua saída.
Na última segunda-feira (15/9), Ruy Fontes chegou à sede da prefeitura às 9h51. O circuito interno mostra que ele estaciona o carro no Paço Municipal e segue para dentro do prédio (assista abaixo).
Mais tarde naquele dia, às 18h04, um Renault Logan branco estacionou próximo ao local. O veículo é um dos três identificados pela Polícia Civil como usados para cometer o assassinato. Quando o ex-delegado deixou a prefeitura e passou pela Rua José Borges Neto, às 18h15, foi seguido pelo carro dos suspeitos.
Na imagem seguinte, é possível ver uma Hilux modelo SUV preta, onde estavam os atiradores, esperando o carro do ex-delegado. Quando os veículos estavam lado a lado, eles fizeram os primeiros disparos — é possível ver os clarões no vídeo.
A partir daí, começou a perseguição até uma avenida movimentada. Ruy tentou entrar na via, mas bateu em um ônibus e seu carro capotou. O carro dos atiradores chegou em seguida. Três homens desceram da Hilux — dois deles se aproximaram do ex-delegado e fuzilam o carro. Em menos de 40 segundos, eles fogem do local.
Os carros dos criminosos são vistos por ruas do bairro Vila Mirim. Na altura da Rua Zenji Sasaki, os veículos estacionam no mesmo local e há uma movimentação dos suspeitos entre os veículos. Segundos depois, eles deixam o lugar.
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Suspeitos
Até o momento, quatro suspeitos foram presos por envolvimento no assassinato do ex-delegado: William Silva Marques, dono da casa usada como QG do crime; Rafael Marcell Dias Simões, que se entregou neste sábado (20/9); Dahesly Oliveira Pires, acusada de ser a mulher que foi buscar o fuzil no litoral paulista, e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, que teria dado carona para um dos criminosos fugir da cena do crime.
Outros três estão foragidos e são procurados: Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, que tiveram material genético encontrado em um dos carros usados no crime; e Luis Antônio Rodrigues de Miranda, que é procurado por ter pedido para uma mulher ir buscar um dos fuzis utilizados na execução.
Quem era o ex-delegado Ruy Ferraz
- O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande após se aposentar da Polícia Civil.
Ele atuou por 40 anos na corporação e era especialista na facção paulista. - Ferraz tinha especialização em administração geral e financeira em órgãos públicos e participou de cursos complementares, como o de Antidrogas e Antiterrorismo realizado pelo Ministério do Interior e da Segurança Pública da Polícia Nacional da França e o de Aperfeiçoamento sobre Repressão às Drogas, em Vancouver, pela Polícia Montada do Canadá, conforme informou a Prefeitura de Praia Grande.
- Ele iniciou a carreira como delegado de Polícia Titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 7.
- Durante a vida profissional, foi delegado de polícia assistente da equipe da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegado de polícia titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de polícia titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na capital.
- Ferraz também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).
- Atuou ainda como professor assistente de criminologia e direito processual penal da Universidade Anhanguera e também como professor de investigação policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Fonte: www.metropoles.com

































